| A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868-1959) | |
Livro: A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868-1963) Autor: Prof. Dr. José Rodrigues Máo Júnior Editor: Núcleo de Estudos d'O Capital ISBN: 978-85-907108-0-6 Número de páginas: 406 Lançado
livro que narra quase 100 anos da História de Cuba Nos
últimos anos, a imprensa brasileira e os trabalhos
acadêmicos não têm poupado munição para atacar
intermitentemente Fidel Castro, a Revolução Cubana e
suas conquistas. A informação que nos chega
diariamente via jornais, televisão, revistas e teses
defendidas nas universidades sempre objetiva pintar,
para Cuba, um cenário pouco pior do que o do inferno
no imaginário medieval. Cada artigo que lemos pode
ser tranqüilamente ilustrado com uma figura do
Presidente cubano com rabo e chifres, empurrando para
o fogo eterno os pobres pecadores desertados do
Regime. Muito se fala sobre Cuba, muito se escreve
sobre Cuba, muito se condena e se exalta Cuba, mas
muito, muito poucos se dedicam a estudar a fundo a
História de Cuba. Na
contramão dessa tendência, A Revolução Cubana e a
Questão Nacional (1868-1963), tese de Doutorado
defendida no Departamento de História Econômica da
USP e lançado em livro neste agosto de 2007, traz ao
leitor um estudo profundo e apaixonado dos principais
acontecimentos históricos que marcaram a Ilha por
quase 100 anos anteriores à Revolução. Com riqueza
de detalhes são narrados no livro fatos ignorados
pelo grande público, tais como a Primeira e a Segunda
Guerras de Independência, as constantes intervenções
militares e políticas dos EUA, a contradição
crescente entre a burguesia açucareira - tão
subserviente ao capital estrangeiro - e os
trabalhadores cubanos - tão ávidos por liberdade. Além
da abundância de informação sobre a História da
Ilha, algo difícil de se encontrar na bibliografia até
hoje publicada no Brasil, outro elemento que torna o
livro precioso para o leitor comum é a forma como o
historiador relaciona os principais episódios históricos
de Cuba com a trajetória de vários de seus heróis.
Impossível não se emocionar com a tenacidade do
poeta José Martí que, apesar do corpo franzino, fez
questão de lutar no campo de batalha da Segunda
Guerra de Independência; ou com a morte de Antonio
Guiteras, assassinado após uma covarde delação; ou
ainda com os sempre eloqüentes discursos de Fidel
Castro e sua brava atuação frente ao grupo de
guerrilheiros que até hoje encanta os jovens
revolucionários de toda a América Latina. No livro,
que pode ser comparado a um verdadeiro poema épico, o
herói individualizado aos poucos cede lugar ao povo
cubano que, em Playa Girón e nas Brigadas de
Alfabetização se transforma, como um todo, no maior
e mais honrado herói de sua pátria.
Ao
contrário de outras teses aprovadas pela academia,
que tanto se orgulham de cultivar uma linguagem hermética,
para não dizer pedante, o autor de A Revolução
Cubana e a Questão Nacional (1868-1963) busca o
entendimento do leitor e sai vitorioso de seu intento.
Com exceção do primeiro capítulo, no qual é
apresentado um panorama das diferentes posições
sobre a Questão Nacional entre os Marxistas, o
restante do livro é de fácil leitura para o grande público,
pois possui ritmo e fluência elogiáveis. Pela
coragem de se colocar ao lado de Cuba - e não de
Miami - neste momento crucial da História da Ilha,
pela riqueza de detalhes, pela profundidade da
pesquisa e pela linguagem elaborada, porém acessível,
o livro A Revolução Cubana e a Questão Nacional
(1868-1963), sem dúvida, é obra de leitura obrigatória
para todos os que se interessem por aquela fascinante
Ilha do Caribe. Profa.
Cibele Vieira Machado
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| Você quer ser Johnny? | |
| Autor: Michel Stamatopoulos. 128 páginas. ISBN:978-857642-012-5 O livro retrata o processo de crescimento de jovens no início do movimento Punk no ABC paulista. A trajetória de Peixoto, um sujeito até então obcecado por Elvis Presley e James Dean que se defronta com o muro do porquê e passa a contestar o comportamento vigente, renegando as expectativas de consumo impostas pela sociedade. O título da presente obra remete à música Johnny, da banda punk Garotos Podres, onde até hoje o autor é baixista com nome artístico Sukata. Essa música foi a última a sofrer o carimbo da censura no Brasil. Censuraram num dia e no dia seguinte acabaram-se os censores. |
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